Eu desistiria da eternidade
para tocar você
Pois sei que de alguma forma
Você me percebe
Você é o mais perto do céu
Que eu posso chegar e não quero voltar
Para casa agora...
O único gosto que sinto
É o deste momento
E tudo que tenho para respirar
É seu amor.
Por que cedo ou tarde
Isto pode acabar
Hoje a noite
Não te deixarei ir...
Eu preferiria...
Sentir o cheiro de seus cabelos,
Dar um beijo em sua boca...
Tocar uma vez em sua mão...
A passar a eternidade sem isso
Pensamentos de Cidade dos Anjos
1-""Algumas coisas são verdadeiras, acreditando nelas ou não.""
2-""Prefiro ter sentido seu cabelo uma vez, prefiro ter tocado sua mão uma vez, prefiro ter lhe beijado uma vez, do que passar a eternidade sem isso!""
3-""Talvez a emoção se torna tão intensa que transborda do corpo. Sua mente e seus sentimentos tornam-se poderosos de mais. E seu corpo chora.""
4-""De que lhe adianta ter asas, se você não pode sentir o vento?""
5-""O destino une e separa pessoas, mas mesmo ele sendo tão forte,
é incapaz d fazer com que esqueçamos pessoas que por algum momento nos fizeram felizes...""
6-""Não permita que um pequeno deslize, danifique uma grande amizade!""
7-""Se não estiver de acordo, seja ao menos leal, fale lentamente mas pense com rapidez!""
8-""Não ofenda, não julgue as pessoas pelo "o que ouviu falar destas.""
9-""Quero alguém que sinta o toque da minha mão...""
10-""Eu prefiro ter a beijado uma vez, ter a abraçado uma vez, ter a tocado uma vez do que passar a eternidade sem isso.""
11-""Eu desistiria da eternidade para tocar você.""
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Carta de Seth - Cidade dos Anjos
Sou feito de sentimentos, emoções, de luz, de amor. Sou a voz que você ouve quando pede um conselho, sou quem te toma nos braços quando necessita, talvez, agora, enquanto lê essas palavras, eu esteja aí, ao seu lado, olhando dentro dos seus olhos como quem quisesse enxergar o que teu coração demonstra,mais tarde... à noite, quando você se deita... sou quem nina seus sonhos sentado ao seu lado esperando você dormir... dizendo que tudo vai ficar bem.
Se ao menos você pudesse me perceber, se notasse o que sinto ao seu lado... basta você querer, basta por alguns instantes esquecer seus problemas, fechar os olhos, como se nada mais existisse, me deixe chegar perto de ti... te abraçando... sinta meu coração batendo ao compasso do teu... sinta que não está sozinha, nunca esteve! Apenas esqueceste de olhar mais com os olhos do teu coração... então abra os olhos... veja os meus... me conheça.
Quem sou eu pra pedir para que me note? Apenas um anjo que se deixa levar por suas emoções, que desconhece o que é errado... se entrega, se rende... vagando por estrelas, nuvens, pelo céu escuro da noite... olhando pelos outros, despertando amores, anseios, paz nas almas que fraquejam, sentado ali de cima olhando você... te observando... deixando, às vezes, uma lágrima cair e se fazer uma gota de sereno que te toca os lábios... lágrima essa por não poder nada mais que apenas te ver... sentir sem poder tocar.
Manifestando através de pequenas coisas, como um sorriso sincero nos lábios de alguém que você não conhece, o toque de uma criança a te fazer carinho, palavras escritas nas páginas de um livro que te chamam atenção, palavras que mexem e emocionam o coração ditas do nada, como um sussurro em seu ouvido... e se um dia uma brisa leve e suave tocar seu rosto, não tenha medo, é apenas minha saudade que te beija em silêncio.
Os humanos têm um hábito muito peculiar de julgar seus semelhantes por sua aparência, de rotular pessoas as quais nunca viram... apenas pelo modo como ela se apresenta... porém, consigo ver dentro de cada um o que realmente são... e me assusto algumas vezes em como podem os humanos deixar-se levarem por embalagens, por invólucros... deixam de terem muitas vezes ao seu lado verdadeiros tesouros, amizade sincera, lealdade, companheirismo... simplesmente por não terem gostado do rosto do indivíduo. Imagine uma roseira cheia de espinhos, ninguém acreditaria que dela pudesse brotar uma rosa tão bela, sensível e delicada.
É do interior que nascem as flores. Pude conhecer seu interior... me deparei com uma flor linda... e com muitas qualidades. Se preserve assim... muitas vezes é melhor sermos o que realmente somos... a viver como as pessoas acham que deveríamos ser... Não existe ninguém melhor, ou pior que ninguém... apenas diferentes umas das outras e essas diferenças são que mostram quem realmente você é. Fico assim... dizendo as coisas que me aparecem dentro do peito, contando o que se passa em mim, como se estivesse desabafando... pois Deus nos fez para cuidar dos outros... e quem cuidará de nós?
Continuarei aqui... meio que escondido, ao teu lado, te olhando, te sentindo... esperando para que um dia você deixe seu coração "olhar" e me ver... daí, enfim, poderia eu mostrar o quanto você é especial pra mim. Um poema deixado no ar, palavras implorando para viver como uma estrela que o dia não vê e que espera a noite chegar para poder mostrar-se, a canção de amor que sai da sua boca... são as coisas que sempre sussurro ao seu coração, tento traduzir emoções que nunca senti antes, algo realmente novo pra mim, paz, atracção, paixão, amor, algo especial... sincero... verdadeiro.
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Ainda pesquisando sobre o filme -- encontrei uma vasta explanação sobre o tema que achei bem interessante
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Cidade dos Anjos
por Henrique Erebus -Natal, RN, Brazil
(http://sapienscordis.blogspot.com/2011/01/cidade-dos-anjos.html)
Era uma vez um homem chamado Khalil Gibran, considerado um profeta, e que, ao discursar sobre o amor, proferiu as seguintes palavras:
E não penseis que possais dirigir o curso do amor, pois o amor, se vos achar dignos, dirigirá vosso curso. O amor não tem outro desejo que não chegar à própria plenitude. Todavia, se amardes e necessitardes ter desejos, que sejam estes vossos desejos: De vos confundires e ser como um regato que canta sua melodia para a noite. De conhecerdes a dor da ternura em excesso. De serdes feridos pela própria compreensão do amor; De sangrardes de boa vontade, alegremente. Acordara ao amanhecer com o coração alado, dando graças por mais um dia de amor; Descansar ao meio-dia e meditar sobre o êxtase do amor; Voltar para casa ao anoitecer com gratidão; E então adormecer com uma prece para o bem-amado no coração, e uma canção de bem-aventurança nos lábios.
Hoje eu me recordei destas palavras, as sentenças finais de um breve capítulo que fala sobre o amor, suas características, propriedades e condições. Recordei enquanto assistia ao filme “Cidade dos Anjos”. E mesmo agora, após o fim do filme, continuo a pensar nestas palavras. Elas aprofundam minhas impressões sobre este filme, e o filme completa o meu entendimento sobre o significado deste texto. Ambos são, um para o outro, complementares.
Mas o que me quebrou a cabeça durante muito tempo, e que creio ter esclarecido-se ao modo de uma epifania, foram mais pontualmente as seguintes sentenças:
E não pensei que possais dirigir o curso do amor, pois o amor, se vos achar dignos, dirigirá vosso curso. [...] De conhecerdes a dor da ternura em excesso. De serdes feridos pela própria compreensão do amor; De sangrardes de boa vontade, alegremente.
Como o amor pode dirigir o curso de alguém? Como é possível sentir dor por conta de uma ternura em excesso? Como é possível ser ferido pela compreensão do amor? Como se sangra de boa vontade, alegremente?
Eu não era capaz de responder estas questões todas. E por longas datas elas me foram grandes enigmas. E, estranho perceber, hoje entendo, mas não é de hoje que conheço este texto, nem este filme. Mas só hoje pude ser capaz de conectá-los, de mesclá-los num único e integral entendimento. E, mais do que o texto, o filme revelou-se a mim um verdadeiro ensinamento, e uma profunda mudança de mentalidade, de perspectivas e de conceitos.
“Cidade dos Anjos” não fala somente ou simplesmente do amor entre um anjo (“mensageiro”) e uma humana (médica). Tampouco centra-se na questão de vida e morte. Ele tem, por tema, as condições: a condição existencial; a condição emocional; a condição individual, e a condição afetiva, por consequência; fala sobre egoísmo e sacrifícios; e fala, principalmente, sobre sensações. E, em toda a trama, não há outro assunto que esteja mais em voga do que as sensações.
E foi aí que eu percebi que “Cidade dos Anjos” é um filme totalmente sensual. E eu me surpreendi com esta constatação. De verdade!
Até hoje eu havia concebido o amor como algo além das sensações. O amor estava qualitativamente em oposição ao epicurismo, à sensualidade. Mas eu estava enganado.
No momento em que fui assomado por este pensamento, entrei num estado febril, comportamento típico de minha pessoa quando deparo-me com um dúvida, charada, enigma ou mistério: não consigo relaxar enquanto não encontrar a solução. E quanto maior o desafio, e quanto maiores forem as suas implicações, tanto maior é este meu estado febril. Torno-me obcecado!
Quem tem o habito de usar o dicionário, e principalmente quem tem o habito de procurar o significado de todas as outras palavras que compõem a explicação fornecida, sabe que muitas vezes há uma grande enrolação: o pesquisador é jogado de uma palavra a outra, numa sucessão de sinônimos que resulta numa busca quase infrutífera, pois frequentemente tem a sensação de estar andando em círculos conceituais. E, novamente, a palavra mágica do momento: sensação!
Sensual não é a qualidade daquilo que se insinua sedutoramente, com fortes apelos sexuais. Sensual é tão somente a qualidade daquilo que encontra prazer nos estímulos dos sentidos. Prazer das sensações. Sensações do Prazer. Prazeres sensoriais. Sensações prazerosas. E a todo momento o filme “Cidade dos Anjos” trabalha com esta temática velada e silenciosa, ocultada por um tema maior e mais evidente: o amor.
E é em meio a este diálogo entre amor e sensações que uma pergunta, ainda mais sutil, subjetiva e paradoxal se torna perceptível: por que os opostos não podem ser complementares?
E engana-se quem pensou que tratava-se da impossibilidade do relacionamento entre uma humana e um anjo. A pergunta aplica-se a coisas mais profundas e filosóficas. A primeira destas coisas é justamente a sensualidade (a virtude dos sentidos) e o amor (a virtude das emoções). A segunda destas coisas é algo menos óbvio, que é a relação entre o científico e o religioso, o material e o espiritual, personalizado nos dois protagonistas do filme, o anjo e a médica. E eis, então, outra (cômica) curiosidade: ela é uma cardiologista, e ele é um mensageiro de Deus, e o ofício dos dois é “curar os males dos corações”. Um, é claro, trata-se do coração físico. O outro é o coração metafórico. Mas há como dizer qual dos dois tipos de coração é o “real” e qual "não é"? É possível viver sem algum destes dois?
Este filme, muito poeticamente, anula a disparidade entre vários universos de aparente oposição e antítese, e revela a virtualidade destes conflitos.
Enquanto humanos, somos seres sensoriais. E o próprio amor é uma “sensação”. Nós sentimos amor por alguém. E também deixamos de sentir. E quando tentamos descrever o amor, sempre temos adjetivações sensoriais. Sensações de bem-estar. Sensações de bem-aventurança.
Obviamente que “Cidade dos Anjos” fala de outras sensações. Fala sobre a euforia, e sobre depressão. Fala sobre a angústia e sobre a alegria. Fala a respeito das sensações do toque. Sobre sabores e texturas. Fala sobre temperaturas. Fala, em fim, sobre as relações entre indivíduo e seu meio ambiente. E não há outro modo de nos conectarmos ao mundo senão através dos sentidos sensoriais.
Mas há, neste universo sensorial abordado pelo filme, um poético alerta: o monopólio sensorial da visão e da audição, e a esquecida importância de outras sensações, como a do tato, a do paladar, a do olfato e a da intuição. E isto torna-se evidente quanto mais pronunciadas são as diferenças entre os anjos e os humanos. Eles, assim como nós, podem ver e ouvir. Mas não sentem...
E que mágico é o poder de sentir. Que maravilhoso é conectar-se. Perceber a beleza do novo e do inédito. Perceber a poesia dos sentidos. Dialogar romanticamente com os diversos e distintos elementos do mundo. E, por conseguinte, dialogar ainda mais profunda e intimamente com o outro.
Que gosto tem a pera? Que gosto tem a pera para você?
Como é o mundo aos seus olhos? Como você sente o vento, e a chuva? Como é a sensação da terra sob seus pés descalços? Como é a sensação de meu toque em sua pele, ou em seus cabelos? Como é, para você, a sensação de um afago?
À nível sensorial, somos muito ignorantes, e muito mesquinhos também. Sabemos o que é bom para nós, e sempre esperamos por mais, sempre desejamos mais – e talvez tenha sido esta tendência egoísta que tenha conferido ao epicurismo o caráter malevolente e vicioso que estende-se da Idade Antiga até os dias de hoje. Mas o fato é que, em se tratando de sensações, damos muita pouca atenção ao que o outro sente, ou como sente, e sempre em detrimento de nós mesmos. Inclusive e especialmente quando trata-se da sensação-amor.
Eu vejo, mas será que sou visto? Eu toco, e sou tocado, mas como é a sensação do meu toque? Eu ouço, mas como sou ouvido? Sinto as pessoas, mas como sou sentido por elas? Sou capaz de provocar boas sensações? Será que estão atentos às sensações todas que sou capaz de provocar?
Abraçar e ser abraçado. Sentir o abraço.
Beijar e ser beijado. Sentir o beijo.
Tocar e ser tocado. Sentir o toque.
E o mais curioso da sensação é que ela é uma impressão do momento. Ela só é possível e viável no tempo corrente, no presente. E ninguém sente no ontem, ou no amanhã. Só se sente agora. E mesmo que a memória nos traga de volta uma sensação experimentada no passado, este resgate é agora. O agora é o nosso momento. Para viver, não há outro. Jamais houve. Jamais haverá.
"Carpe Diem", alguém já dizia...
Em “Cidade dos Anjos”, o anjo Seth entendia isto melhor do que qualquer outra pessoa, com exceção talvez do outro (ex)anjo humanizado, o Sr. Messenger. E são eles quem dão entendimento ao que profetiza Khalil Gibran, quando fala sobre o amor dirigir o curso de alguém, ou sobre sentir dor por ternura em excesso, ou sobre ser ferido pela compreensão que se tem do amor, ou sobre sangrar de boa vontade e alegremente.
O Amor, quando muito intenso e muito profundo, nos leva a agir em sua concordância, e qualquer outro modo de agir, que não seja em sua função, soa estranhamente, por vezes de modo indecente e mesmo imoral.
Quando a ternura é muito grande, talvez maior do que a capacidade de terceiros de compreender e valorizar suas manifestações, conter-se é algo necessário à pretensa harmonia social, e isto é deveras doloroso, pois demanda grandes esforços morais e físicos de quem tem que se conter. E, interessante notar, a ternura deve ser domada para não causar constrangimentos, mas a violência é tão bem aceita que chega a ser banal e pueril...
Quando se entende bem, e profundamente, as qualidades, características e virtudes do Amor, ele modifica qualitativamente seu entendedor, e este torna-se sensível. E quanto mais entendemos o amor, com maior facilidade nos magoamos e nos ferimos, pois nos despimos de toda e qualquer armadura ou forma complementar de defesa. E, pelo nosso entendimento do Amor, nos tornamos voluntariamente expostos em nossa total e completa fragilidade.
E quando tal Amor é alcançado, nenhum sacrifício é grande demais. Nada é grande demais e tudo vale a pena. E mesmo na mais profunda e angustiante dor, ainda assim é possível encontrar motivos para rir e louvar, para sorrir e agradecer. Pois o Amor, quando sentido em sua totalidade, faz qualquer coisa valer a pena, independente de sua duração, pois é em sua intensidade que reside a sua maravilha e a sua recompensa.
Considero este o motivo pelo qual Seth abre mão da eternidade ao abraçar a humanidade, e sem arrependimentos, pois ele bem compreendeu que uma eternidade de estéril nulidade jamais poderia valer o mais breve momento da mais profunda, total e completa sensação de Amor.
E tal sensação só existe quando um apessoa está com outra, física, mental e espiritualmente. É sentir o outro por completo. E só se sente algo ou alguém por completo quando se está com ele integralmente: não há mais nada senão aquela pessoa, aquele momento e suas sensações.
E não há outro modo de se encontrar este tipo de amor se não for pela via da entrega completa, total e incondicional.
E se você quer sentir o mesmo Amor que Seth sentiu, se quer amar e ser amado como ele amou e foi amado, então faça como ele, e caia.
Pena que o “trocadilho” fique mais bonito e poético no inglês, onde “cair” é “fall”, e “apaixonar-se” é “fall in love”...
( espero não estar infligindo nenhuma regra qto às postagens de blogs pois estou COMPARTILHANDO, AQUI == caso se sinta LESADO,Henrique, avise-me que retiro seu post do meu blog)
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